terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Ódio, rancor e maldade

"Só existe uma explicação para terem tirado a CPMF
 do orçamento da União: ódio, rancor e maldade".
(Lula, em 13.12.2010)

Eu defendo o Lula. Quase sempre. Estou naquele percentual de brasileiros que acha que seu governo foi razoável/bom. Entre meus pares, sou uma exceção e, provavelmente, sou criticada por eles, pelas costas. Devem me enquadrar ali no rol de brasileiros não pensantes, como a classe média rotula todos os que não comungam de suas idéias. Tem duas coisas, contudo, que eu não aceito e que, para mim, são os maiores defeitos do Presidente: a vitimização e, contraditoriamente, a supervalorização de si mesmo. 
O Presidente não percebe que se equipara aos que tanto critica. Para os que o odeiam, tudo o que ele faz é ruim. Para ele, todos que discordam dele querem prejudicar o país. Dá no mesmo.
Lula não admite a pluralidade de idéias. Não admite a possibilidade, por exemplo, de os parlamentares terem votado contra a prorrogação da CPMF por julgar que aquilo seria o melhor para o país (hipótese remota) ou para responder a um anseio da sociedade (hipótese provável, não pelo compromisso, mas pela vontade a amealhar votos). Não. Qualquer votação que contrarie Lula é maldade pura. Ele, só ele, sabe o que é melhor para o país.
Na verdade, Lula tem ódio e rancor por todos os que dele discordam, por todos que o criticam. Por isso o ódio pela imprensa. O ódio a FHC, que o derrotou duas vezes e, pecado dos pecados, é mais instruído do que ele. Ele não aceita. Ele é o melhor e quem não entende isso só pode ser doente da cabeça.
No mais, alguém avisa ao Presidente que ele citou três razões e não uma. Mas cuidado! Ele vai acusá-lo de preconceito porque ele não estudou!

2 comentários:

Murillo disse...

Luiza, eu estou entre os que votaram em Lula na esperança de ver uma forma diferente de se fazer política neste país. Porém veio a decepção em perceber que pouca coisa mudou. Também avalio seu governo da mesma forma que tu, porém a postura do Presidente e a contradição entre discurso e prática me deixaram com a sensação de que estou órfão politicamente. Agora espero eleger Marina em 2014 e voltar a, quem sabe, ver coerência na política brasileira.

Ana Miranda disse...

Eu, nunca votei e jamais votaria nesse presidente.
Adorei seu texto.
Realmente, cometo meus erros por não suportá-lo, aí minha avaliação de seu governos vai somente de encontro ao meu achismos pessoal dele.
Você foi super coerente com sua escrita.