domingo, 24 de outubro de 2010

Üdvözöljük Magyarországon


Segundo o Google Translator, o título desta postagem é Bem Vindo à Hungria. Isso é só uma amostra de como eu e Eduardo estamos nos sentindo: perdidos em um emaranhado de letras, totalmente incompreensível. Estamos em Budapeste. Muitas pessoas falam inglês, especialmente as que trabalham com turismo, mas não é todo mundo, como no resto do continente.
Ontem, logo que chegamos, famintos, preferimos a segurança do Burger King, ao lado do hotel. O menino (bem menino mesmo) que me atendeu não compreendeu nada do que eu falei e pediu ajuda aos colegas. Depois, riu e fez com as mãos algo que identifiquei como orelhas de burro. Tadinho.
Logo na aeroporto, enquanto ainda pensava que os húngaros, sei lá, mordiam, perguntei ao Eduardo porque não fomos para outro lugar. Ele riu e me lembrou que a vontade de vir para Budapeste era minha (convenhamos, Budapeste é palatável; pensar na Hungria, porém, é estranho). Depois, passamos na porta de um restaurante lindo, dentro de um hotel-castelo, à beira do Danúbio (sem dúvida, um dos hotéis mais bonitos daqui), e vimos os preços. Cada prato saia por menos de trinta reais! Ele respondeu à minha pergunta dizendo que, na Inglaterra, por exemplo, seríamos pobres e, aqui, iríamos jantar naquele restaurante. 
Morremos de rir lembrando de um filme americana bem babaca, chamado Europa, em que três estudantes, depois de rodar por vários países, acabam chegando, por engano, à Chechênia. Eles tinham três dólares, que, em moeda local, se transformaram em uma fortuna, permitindo que eles se hospedassem em hotel de luxo, andassem de limousine e fizessem muitas compras. Budapeste é a nossa Chechênia. Nosso hotel é metade do preço do de Paris e, pelo menos, três vezes melhor.
A cidade é muito bonita, especialmente Buda. Sim, de um lado do Danúbio está Buda (a parte antiga) e, do outro, Peste (a parte que eles chamam de moderna, mas não é bem assim). O país ainda não chegou totalmente à modernidade, resultado dos anos sob o regime comunista. Ainda se encontram muitos carros e máquinas totalmente obsoletos, mesmo em Peste.
De qualquer forma, já foram colonizados pelos americanos. Nas rádios, Black Eyed Peas, Rihana e a música do momento em qualquer lugar: We Don't Speak Americano (cantarolei-a no táxi e o motorista ficou tão animado ao compreender o que conversávamos no banco de trás que aumentou consideravelmente o volume).
Bom, é isso. Vou dormir. Amanhã tem muita coisa pra fazer. Na Hungria!